24 de julho de 2011

Sabe, é difícil acreditar depois que já doeu.
E ao mesmo tempo vem a dúvida de não saber se algo vai se perder só pelo medo, ou se realmente não há nada mais para acontecer.
Eu quero acreditar. Quero acreditar que pode ser. Que tem como dar certo.
Mas não sei se é saudável depositar tanta fé em algo tão intuitivo assim.
Até algum tempo atrás eu saberia o que fazer. Será que com a inocência perdemos a fé?
Se sim, por favor só preciso saber como recuperar.
Como voltar a acreditar.
 
(Fernanda Borba)
 
 


Abra os braços pra me guardar
Que eu todo vou me entregar
Começo, meio e fim
E a minha cuca ruim

(Otto)

21 de julho de 2011

Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução ...
 
(Tulipa Ruiz)



18 de julho de 2011

Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube.

(Caio Fernando Abreu)



17 de julho de 2011

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

(Legião Urbana)



Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro

(Cássia Eller)




Não é porque eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê-la, mesmo que não tenha a mínima lógica nesse raciocínio
Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou

O problema é que eu te amo
Não tenha dúvidas pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos

(Nando Reis)


Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

(Marisa Monte)



E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio...

(Marisa Monte)



11 de julho de 2011

Não seja por isso
Eu não tenho pressa
Eu posso esperar vidas inteiras
Mas tenha certeza de que lhe interessa
Deixar escapar o ouro do agora
Para que não seja numa tarde dessas
Tarde demais

(Adriana Calcanhotto)
 
 

R: (...) e que o amor pode concertar os estragos.
L: - Ambos sabemos que isso não é verdade.
R: - Quer saber? para mim, é. O que o Scott viu foi você se aponderando do que pudesse para me afastar.
L: - Isso não é verdade.
R: - Primeiro, foi Serena e Brown. E as canecas e o prefeito. Não pode prever o futuro.
L: - Tenho medo do futuro e de várias coisas.
R : - Tem medo porque está apaixonada por mim, como nunca esteve por outro marido. Diferente de Bart Bass, alguém como eu pode partir seu coração. E issoi a apavora. Sei disso porque agora você está partindo o meu.

(Lilly e Rufus - Gossip girl episódio 5, 3ª temporada)



10 de julho de 2011

Preciso sim, preciso tanto de alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser ao conjunto teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho carente, tigre e lótus.

(C.F.A)
Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.

(C.F.A.)
No fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.



(C.F.A)
A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou.

(C. F. A.)



*Verdade absoluta.
Estou tendo uns dias difíceis. Mas nada, nada de grave. Dias escuros sem sorrisos, sem risadas de verdade. Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade. Quando acordo, vejo que meus sonhos não passam disso, sonhos; e é assim que cada dia começa: desejando que não tivesse começado, desejando viver no mundo dos sonhos, ou transformar meu mundo real num lugar que eu possa viver, não sobreviver.

(Caio F. Abreu)
Estou sentindo uma solidão tão grande que é difícil explicar.
Passo a tarde toda rodeada de amigos e assim que ponho os pés em casa sinto uma solidão enorme que dói em cada osso do meu corpo.
Houve um tempo em que eu nem mesmo poderia suspeitar do que é a solidão. Não que algo tenha mudado desde tempo para cá. Nada mudou. Mas agora sinto o que é isto, sinto exatamente o quanto angustiante é esta sensação.
Eu costumava ser tão feliz mesmo sozinha, sendo que antes eu era muito mais sozinha, e ainda assim radiava alegria por todos os poros. Era sempre animada e entusiasmada.
E agora me pergunto em que ponto deixei tudo isto?

(Fernanda Borba)

7 de julho de 2011

Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Não volte pro mundo onde você não existe
Não volte mais
Não olhe pra trás
Mas não se esqueça de mim não
Não me lembre que o sol nasce no leste e no oeste morre depois
O que acontece é triste demais
Pra quem não sabe viver pra quem não sabe amar

Não volte pra casa meu amor que a casa é triste
Desde que você partiu aqui nada existe
Então não adianta voltar
Acabou o seu tempo acabou o seu mar acabou seu dia
Acabou, acabou

Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada

(A banda mais bonita da cidade)



6 de julho de 2011

Quando já não sou sua
Convulso a idéia de que estou avulsa
Quebro louça
Vasculho a bolsa
No impulso de cortar o pulso
Gótica, me trancar no quarto escuro
Escondo a cara kamikaze atrás do blush
E de uma dose relaxante
Quase me dopo
Foi mal...
Se misturei formol e frontal
No copo é que senti meu corpo sem sal
Meu signo no horóscopo do jornal
Aí acontece de hoje eu acordar ótima
preciso cortar os cabelos
Comprar mais um creme amarelo
Retomar a semiótica
Uma dieta de atleta
Um protótipo uma meta
Uma nova ótica
Uma outra ética
Porque hoje estou ótima
Uma vítima úmida e completa
A ultima, a saber, que precisa de afeto
Melhor deixar os chocolates por perto
Porque hoje estou ótima
Quem sabe ele me arranca a blusa
Me abusa e nunca mais me acusa de eu estar bem
Ótima..


(A banda mais bonita da cidade)