Sempre que mentalizo meu futuro, onde quero estar, como quero estar, você me vem a mente involuntariamente e começa a fazer parte das minhas imaginações futuras.
É engraçado porque desde que decidi não gostar mais de você, como se esta fosse uma coisa que se pode decidir, sinto culpa toda vez que tenho qualquer pensamento mais carinhoso sobre você.
É como se eu estivesse me traindo de uma forma tão cruel e covarde, quase não posso me defender de mim mesma.
E antes mesmo que eu possa morrer de culpa por meus pensamentos tão auto-destrutivos, penso que eu não quero tirá-lo de dentro de mim e não irei. E dois minutos depois decido te largar pra sempre.
É confuso e complicado, mas o costume de ter sido assim desde o começo faz com que nem me assuste mais.
E penso por horas, penso se é isto que quero pra vida, se estou fazendo algo errado, se estou fazendo algo certo, tomo um café, ouço uma música, estudo um pouco e passa, porque enfim isto só pode ser mesmo coisa de mente vazia.
(Fernanda Borba)