29 de setembro de 2010

Já faz um tempo
Que eu queria te escrever um som
Passado o passado,
Acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que
Eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão.
Eu sei.
Da primeira vez,
Quem sugeriu,
Eu sei, eu sei, fui eu.

Da segunda
Quem fingiu que não estava ali,
Também fui eu.
Mas em toda a história,
É nossa obrigação saber seguir em frente,
Seja lá qual direção.
Eu sei.

Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.
Mas se é contrário,
É ruim, pesado
E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você
Me aceite como amiga,
Ainda vou te convencer.
Eu sei.
E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada de amor,
Faltou o ar,
Faltou o ar.
Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá.
 
(Tiê)
 
 


*Para Luiz Rubio, que eu nem suspeitava que compreendia tanto as coisas que sinto, a música se encaixa perfeitamente comigo. *.*

27 de setembro de 2010

Eis o Sol, eis o Sol
Apelidado de astro-rei
Eis que achei o grande culpado
Desse meu viver destrambelhado
Me viro no ce do centro
No porta-malas da estação central
Dançarei pelado na cratera da lua
Mesmo sem saber onde termina
A minha e onde começa a sua
Rebolarei embaixo da marquise
Triste trópico paraíso
Se eu dissesse que eu ia
Você ia e eu não ia
Deixa a tristeza deitar
Rolar na minha cama
Um milhão, trilhão de vezes
Reviro alegria
Salto pro amor
Um vício só pra mim não basta
É uma inflação de amor incontrolável
Tá lotado, tá repleto de virtude
E vício meu céu...

(Cazuza)


 


26 de setembro de 2010

- Olha essa frase: (...) "Feliz em ser uma formiga que carrega milhões de plantas nas costas só para ver algum esforço meu alimentando você". É da Tati Bernardi. Fiquei pensando... somos formigas.
- Ahhhh, que merda. Já viu o texto do Caio Fernando sobre remar juntos?
- Uhum, é lindo !
- Eu acho que você deveria pegar o telefone daquele cara da academia.
- Eu acho você louca!
- Sério..ele é legal, ele fica conversando contigo, ele lembra seu nome e blah blah blah. Anda! parte pra cima dele.
- Bem que eu queria, mas eu sou uma puta d'uma formiga idiota.
- (...) Sabe quando a gente sai da academia e se acha gostosa?
- Sei, outro dia sai achando isso.
- Então, acho que se a gente continuar assim as energias em volta vão fazer com que a gente atraia coisas boas.
- Tem razão.

(Fernanda Borba)





*Para Ana Carolina, que por ser tão ou mais sentimental do que eu sempre me entende ou me manda fazer algo que, você sabe... ;)
(...) - Ah , cansei de você, já vi as suas fotos, sei como você fica, ele gosta de você tbm, mas ele não presta, o outro é um prego, aquele outro é uma ótima idéia, e você não vai arrumar nada melhor que a morte dentro de casa o tempo todo.
- Cansei de mim também, não se preocupe.
- Cara, mas se você não quer ajeitar a situação com o ele, não quer tentar gostar de outra pessoa, não quer sair de casa, qual é o seu plano?
- Não tenho um plano.
- Ótimo, então vamos ficar reclamando, desestruturadas, pro resto da vida, que nada faz sentido, que somos gordas, etc...?
- Você não, só eu mesma.

(Fernanda Borba)





*Para Mariane Mattos, que sempre me dá um tapa na cara e pergunta: -Mas você perguntou o que ele acha sobre isso?". - Não. =)
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar.

(Tati Bernardi)



Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda. Porque você enterrou meu sonho aprisionado pela perfeição e me libertou para vivê-lo.

(Tati Bernardi)




25 de setembro de 2010

- É amiga, estamos no fundo do poço, como faz pra voltar?
- Vamos fazer escadinha, ou então podemos pedir para que joguem uma corda.
- Acho que é isso que fazemos, usamos eles de corda.
- É, acho que solucionamos o enigma.
- É.
- Vamos resumir de maneira bem simples. Você usa um cara de corda e tenta se apaixonar por outro e diz que vai pegar um galinha na segunda.
- Você é uma ótima analista !
- Esqueça ele de uma vez.
- Uhum.
-  Seu silêncio me deixou em dúvida...
Sabe quando você tem um vício e consegue largar?
- Eu nunca consigo largar.
- Por exemplo... você adora refrigerante e resolve largar, se adapta bem que nem sente mais falta, ai vem alguém e coloca refrigerante no seu copo. Ai você resiste. No dia seguinte vem e faz a mesma coisa. Você resiste, e assim procede por todos os dias,e ai começa a vir aquela tentação de tomar o refri.. sabe como é?
- Passo por isso a seis meses.

(Fernanda Borba)





*Para Lara Pimentel, quem sempre me ajuda a entender minha própria mente, porque possui uma exatamente igual ;)

Sabe que às vezes penso em você de uma forma com tanto carinho que chega a ir contra as coisas que eu penso.
É que as vezes lembro de você, da gente e sinto saudades.
Por incrível que pareça e você pode até achar estranho, mas sinto saudades.
Meus fins de semana têem sido tão vazios e aí me lembro de quando você cuidava de mim nesses dias o tempo todo. Das coisas que você fazia por mim e de como você quase vivia por mim.
E fico pensando por horas no quanto tínhamos tantas coisas bonitas. E no quanto éramos leves, isso parece tão impossível pra mim agora.
E fico pensando se vou ter isto outra vez, de novo ou se sempre vou achar muito arriscado por a cara a tapa.
E às vezes sinto falta de você por perto por mais insano que possa parecer,
porque por vezes parece que só você poderia compartilhar certas coisas, já que só você já viu de perto a minha parte emocional e provavelmente me entederia de verdade.
Sabe que às vezes tenho até vontade de te ligar pra dizer como anda a minha vida porque você esteve tão de perto por tanto tempo e com tanta intensidade que chega a ser estranho agora fingir que você nunca existiu.
Queria te contar as coisas que vivo às vezes e perguntar o que você acha que devo fazer, mesmo que eu não te desse ouvidos, você sabe como eu sou.
Porque sei que apesar de tantos erros, coisas loucas e por no fim não ter suportado mais, tive vontade de escrever sobre você, porque me vem agora que não somos feitos de plástico nem nada do tipo, que temos sentimentos, temos um coração, talvez, ainda, e que nem sempre conseguimos decodificar todos esses sentimentos e definir o que são, assim como não consigo agora.
Mas sei que você ainda está por perto de alguma forma, como sempre disse que estaria e que por isto mesmo ainda vai acabar lendo este texto.
Então desejo tudo de bom e de leve e deseje isto a mim também.
Você faz parte de algum pedaço de mim ainda de certa forma, um pedaço leve e bonito.

(Fernanda Borba)




24 de setembro de 2010

Ninguém, ninguém vai me segurar
ninguém há de me fechar as portas do coração.
Ninguém, ninguém vai me sujeitar a trancar no peito a minha paixão.
Eu não, eu não vou desesperar
eu não vou renunciar, fugir
Ninguém, ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir.
Ninguém, ninguém vai me ver sofrer
ninguém vai me surpreender na noite da solidão
Pois quem tiver nada prá perder vai formar comigo imenso cordão
Então quero ver o vendaval, quero ver o carnaval sair.
Ninguém, ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir.

(Chico Buarque)



22 de setembro de 2010

Eu só queria um violão velho e simples
e queria uma canção curta e linda
queria um lugar calmo e claro
e queria você do lado
queria fazer algo por você
queria segurar sua mão
e dizer tudo o que sinto
e queria que fosse leve.
Só pra que você soubesse
que gosto de você, gosto tanto de você.

(Fernanda Borba)




É claro que as coisas são extamente como devem ser,
e que nem sempre entendo porque em uma semana você está tão perto e na outra tão longe.
Mas é claro que nem tudo é explicável e que eu devo ser a pessoa mais compreensiva do mundo por ainda ter forças pra continuar nisso.
Você sabe, nem tudo o que vale a pena é fácil, e eu queria tanto acreditar que isto tudo vale a pena pra pelo menos compensar o fato de não ser fácil.
Mas hoje eu estava doce, quero dizer, sentimental demais
Tive tanta taquicardia hoje...

(Fernanda Borba)
E logo eu que sempre quis tanto ser livre
só quero que você me prenda em seus braços e ordene que eu fique.
 
(Fernanda Borba)
 
 
 

Porque apesar de tudo ainda acredito que existe alguém sensível bem lá no fundo de você
Porque quando olho pro lado e você está me olhando imagino que exista qualquer mínimo sentimento nisto.
Será? Talvez...
Porque todos os beijos parecem sempre o primeiro,
e principalmente porque já faz um tempo e continuo sentindo o mesmo frio no estômago.
Sim, ele me deixa nervosa, de um jeito bom.

(Fernanda Borba)




Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente. (...) Amo você, mesmo sem você me amar. (...) amo o nada que sempre vem depois disso.

(Tati Bernardi)
 

 

Você sabe de alguma maneira que esta coisa está ali, no ar
sempre esteve, desde o primeiro momento
que não é algo concreto mas você pode apanhá-lo e guardar com você
Por que não faz isso?

(Fernanda Borba)



16 de setembro de 2010

"E você continua indo embora, e eu continuo ficando, vendo você levar partes de mim que antes eu nem sentia falta. E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos. E eu continuo escrevendo seu nome com letras cheias, para tentar preencher você de alguma maneira. Pra tentar deixar tangível a sua existência. E principalmente pra poder amassar o papel e jogar no lixo. "

(Tati Bernardi)
"(...) é preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates... Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar! Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto."


(Caio Fernando Abreu)




15 de setembro de 2010

É...
Sabe que é bastante difícil me afastar de você? Só não me pergunte o porquê. Não sei. E este não sei não é charme, é que não sei mesmo.
Não que eu não queira me afastar. Faço planos para isto quase todos os dias.
Mas é mais forte do eu, sei lá.
Acho melhor eu desistir disto de uma vez, antes de ter que admitir que fracassei nisto também.

(Fernanda Borba)

13 de setembro de 2010

Sabe do que eu gosto?
O que me faz querer viver de verdade?
Eu gosto de viver a vida assim,
em uma corda bamba emocional.
Gosto de sentir que estou morrendo, sendo destroçada, aniquilada, despedaçada por algo e um minuto depois sentir que estou viva por causa desta mesma coisa.
Gosto das coisas mal definidas, mal resolvidas, questionáveis e até um tanto desequilibradas.
Gosto do que tenta ser algo sólido e definido e acaba estendido, sem graça e sem jeito em um canto qualquer, no chão de uma sala vazia.
Gosto das pessoas que representam um mistério prá mim, aliás, acho que complico meu próprio convívio com algumas pessoas só para que elas representem um mistério pra mim.
A vida deste jeito tem cor, tem luz.
Gosto deste redemoinho de sentimentos contraditórios, é o que faz eu sentir que ainda estou viva.
Se eu sou louca? Quem vai saber?
No fim das contas todo mundo arruma seu próprio jeito de fazer com que haja alguma intensidade na vida.
Quero que tudo seja por um fio, quero sentir cada gota de alegria, de angústia, de ilusão, sofrimento, quero sentir cada gargalhada desesperada e cada ataque de desilusão.
Eu às vezes morro, ou pelo menos quase isso, e depois volto, como se nada tivesse acontecido.
Às vezes faço drama por cinco horas diretas, acreditando mesmo em tudo aquilo, e um minuto depois nem lembro. Do que mesmo eu estava falando?
Às vezes me apaixono, aliás, me apaixono quase todos os dias. Às vezes pela mesma pessoa de sempre, às vezes por outra totalmente fora do contexto.
E quase sempre, mas quase sempre mesmo, invento uma história linda de amor impossível. Impossível porque eu determino que é impossível.
E então sonho, e invento, e fantasio, e acho um motivo para viver, e me inspiro, e escrevo, e escrevo, e escrevo.
Um dia, quem sabe, eu entendo o sentido de tudo isso.
Han? Terapia? Que isso, pra que?
A verdade é que preciso deste desequilíbrio ainda.

(Fernanda Borba)



12 de setembro de 2010

Você sabe que tenho problemas em expressar meus sentimentos, ser fofa, essas coisas. Não? Não sabe?
Ah é, talvez eu não tenha lembrado de ter dito isto a você.
Tudo faria mais sentido né?
Sabe, hoje falei com você. Muito poucas coisas. Mas percebi uma coisa que está tão na cara.
É, eu não demonstro interesse, nenhum, nem um mísero pouquinho de interesse.
Depois abro o word e digito textos enormes sobre você. Pra que? Ah meu amigo, não sei.
Não sei porquê você me inspira tanto e eu não consigo ao menos fazer você entender que gosto de você.
Não sei porquê escrevo tantas coisas pra ninguém ler, já com a intenção de que você nunca saiba destas coisas.
Às vezes eu queria ser má sabe, ser muito ruim, fria, insensível, calculista.
Mas eu sou tão pouco que nem chega a ser digno.
Às vezes queria ser louca, impulsiva, sabe eu já fui, mesmo não parecendo agora.
Mas não consigo nem isso também.
Tenho tantas coisas ainda a fazer que nem sei por onde começar.
Preciso sentar na sua frente e perguntar: -Lembra quando você disse que eu era um mistério?
Porque eu sou um mistério?
Porque na época eu não quis saber, pra não correr o risco de me aprofundar em grandes sentimentos, mas agora eu quero saber. Porque isto atormenta a minha mente, e eu sinceramente preciso da resposta, nem que seja a resposta mais sem graça e sem sentido do mundo.
Mas não, a vida é ingrata e eu provavelmente vou morrer sem perguntar , só pra não parecer que dou muita atenção ao que você fala, prefiro fingir que nem me lembro.Você provavelmente não se lembra depois daquela amnésia alcóolica, então não faz muita diferença.
É, vamos vivendo né. Quem sabe um dia a gente toma vergonha na cara e se ajeita.
Enquanto isso, vivendo.

(Fernanda Borba)



(...) Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas... Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube.
...Ainda é cedo e eu preciso de amor. Só um pouquinho de amor... Quero que ele veja o quanto mudei por causa dele, na esperança de que seu riso congelado saia do automático e eu ganhe um único sorriso verdadeiro... Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor..."

 
(Tati Bernardi)




É... você que sempre esteve tão perto e eu nunca percebi,
você que sempre reparou tanto em mim e eu nem ligava.
Quem sabe não seja você.
Quem sabe não seja com você que eu seria realmente feliz, sorriria com verdade, não perderia tempo tentando esconder o que sinto, porque com você eu saberia me abrir.
Quem sabe ar e água não dê certo, quebrando todas as expectativas astrológicas?
Quem sabe então eu pare de implicar contigo a cada milissegundo e a cada mínimo motivo, já que não vou ter mais porquê ter que chamar sua atenção?
Como pode às vezes estar tão ali, na cara e a gente nem perceber? Ter que vir alguém que nem viu nada, nenhuma de novas conversas, nenhuma de nossas brigas, as gargalhadas, as implicâncias, os olhares de reprovação, e dar um palpite tão certeiro.
A vida é mesmo muito engraçada quando a gente acorda para ela.
 
(Fernanda Borba)
 
 
 

11 de setembro de 2010

Deixe que eu fique aqui, com esta minha estranha mania em fazer barquinhos de todos os papéis que vejo pela frente, e você com esta incrível mania de esticar as mãos e ficar olhando-as sem nem saber o que está olhando.
Talvez eu tenha muitas coisas pra lembrar de você, talvez não.
Às vezes parece que te conheço tanto, e tão pouco.
Impossível saber.

(Fernanda Borba)




Tão bonito aquele dia. Não sei explicar mas foi um dia muito tocante pra mim.
Não tinha nada para ser um dia tocante. Mas significou bastante, porque sempre que penso na gente, e olha que são muitas as vezes, penso em especial naquele dia.
E penso naquela música que você postou um dia depois daquele dia, e que tinha um reflão bonito. Não sei, gosto de pensar que você postou aquela música pra mim, por mim.
Eu decorei o reflão dela, dizia algo do tipo: "Eu disse que preciso de você? Eu disse que quero você? Se eu não disse eu sou um bobo viu, ninguém sabe disso mais do que eu." Eu não conhecia esta música, mas dei um jeito de tê-la e às vezes, quando estou quase querendo desistir da gente, ouço essa música e me reanimo a continuar. E olha que nem sei porque ou pra quem você queria ter a dedicado com sua frase na legenda "tudo o que eu queria te dizer".
Sabe, às vezes tenho vontade de encher a cara e perguntar pra quem você queria dizer aquele reflão. E se não fosse pra mim, tudo bem, era só fingir uma amnéssia alcóolica no outro dia.
Eu até tinha escrito este mesmo reflão na minha agenda, mas hoje em em ataque de "vou deixar ele pra trás e esquecê-lo" arranquei a página, em uma tentativa frustrada de tirar você um pouquinho da minha vida, da minha mente, do meu ser.
Mas foi só isso, uma tentativa frustrada. O reflão ainda está na minha mente, e aquele dia também.

(Fernanda Borba)



Como explicar a alguém que você o ama, ama mesmo, de um jeito completamente desesperado e sem explicação e dizer também que não espera nada em troca. Que não vai ficar chateada se não tiver nem um mísero grama de amor em troca, porque pra você basta o que você sente e nem precisa ser recíproco.
Como explicar tudo isto e a outra pessoa não achar que está sendo cobrada. Não achar que você quer compromisso, porque você não quer compromisso. E talvez não entender esse amor sem cobranças, sem posse, porque acha que amor tem que por regra ter essas coisas?
Como explicar a alguém que te faz bem só amar e expressar isso que se sente, sem segundas, terceiras ou quartas intenções, sem querer sequer conquistar o amor desta pessoa?
Tem como explicar estas coisas?


(Fernanda Borba)




Ok, ok. A gente não pode ser grande não é? É mesmo complicado ser gente grande.
Mas e se eu quisesse ser assim pequenininha pra me esconder no meio das suas coisas e estar sempre com você mesmo você nem se importando.
É, não adiantaria também.
E se toda essa sua indiferença for só auto-proteção, como eu vou saber?
Como quebro todos os seus muros com a coragem de correr o risco de você nem ter um coração? Ou vai que você até tem mas vai ser tão agressivo parar protegê-lo que eu vou ter vontade de sair correndo e me esconder debaixo da cama pra nunca mais sentir tanto desamor assim.
Não sei, não sei.
Sabe, não são 6 dias, 6 semanas. São 6 meses cara! E nada, e nada. Nada se resolve. Nada se define.
Não sei como te atingir por dentro, tirar seu fôlego, ocupar toda sua mente, roubar seu coração, assim mesmo, desse jeito super piegas, mas que provavelmente seria muito funcional, roubar seu coração.
Como correr até você e te abraçar como se fosse o nosso fim, e te beijar sem querer saber se vão ter muitas pessoas observando essa atitude desesperada, e dizer baixinho, sem ter que me explicar depois, o que ensaio dizer a tanto tempo:
- Gosto de você. Gosto muito de você.

(Fernanda Borba)



Você entendeu o que eu quis dizer quando eu não disse nada?
Não, provavelmente não.
Eu sei, seria difícil, mas continuo tentando fazer com que você consiga ler meus pensamentos. Sabe, não queria ter que dizer tudo isso que se passa em mim.
Talvez eu nem conseguisse explicar, porque sou simplismente contraditória a cada novo dia.
Mas eu queria tanto, só Deus sabe o quanto eu queria que você olhasse pra mim, ou percebesse em algum dos meus tantos gestos, sei lá, mas notasse o quanto gosto de você, sem que eu precisasse dizer nada. E eu gosto tanto, tanto ! Que às vezes até fantasio alguém nos observando e dizendo:
- Eles nem precisam dizer nada, ela é dele, e ele e dela. É tão percebível e tão natural!


(Fernanda Borba)




Você sabe que o que eu sinto por você não é dessas coisas que se sente por aí. Se fosse eu conseguiria explicar o que eu sinto. Mas não, eu sei que sinto algo que não sei o que é, você consegue me entender?
Não queria amar tanto assim sem explicação. Às vezes perco horas e horas do meu dia pensando em alguma coisa, qualidade ou defeito, que possa ser o motivo de eu estar assim, tão inevitavelmente presa a você por tanto tempo já. Não acho explicação, simplesmente não entendo o porquê. Logo eu? Meu Deus, tão fria, insensível e racional, sentido coisas sem o menor fundamento por alguém que às vezes chego odiar.
É, dizem que não se odeia alguém sem antes amar, mas esse ódio que chega a arrepiar o corpo e dar vontade de chorar é um pouco demais.
Sabe, tudo bem, tudo bem, no fundo nós dois sabemos que nenhum dos dois vai ter a decência de parar tudo, conversar como gente grande e definir esta "relação".
Então meu bem, me sinto tão irônica falando assim, meu bem, mas enfim, deixa fluir, o que tiver que ser será não é mesmo? Por bem ou por mal, em um momento romântico ou em um momento de desespero quando um estiver quase perdendo o outro, alguma coisa deve se definir aqui...


(Fernanda Borba)



Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.

 
(Tati Bernardi)
 
 
 

"Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu....
....Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....

(Tati Bernardi)
 


 

5 de setembro de 2010

Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. são coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas - se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso.

(Caio F. Abreu)
You loved me 'cause I'm fragile. When I thought that I was strong.

But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.



(Você me amou porque sou frágil, quando pensei que estivesse forte.

Mas você me toca por um momento, e toda a minha frágil força vai embora.)
 
(Sara Bareilles)

4 de setembro de 2010

Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua.


(Cecilia Meireles)



 

 
Sim, você sabe o que isto significa para mim.
Liberdade é pão.
É chão.
É céu.
Eu voaria bem, bem alto e pintaria várias listras coloridas no céu.
Não, não vá pensando que estou falando de um arco-íris ou coisa do tipo.
Não sou tão metafórica ou tão romântica assim.
Seriam somente belas listras coloridas.

(Fernanda Borba)



 

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?... "e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez' ..."

(Caio Fernando Abreu)
 
 
 
 
 
Eu me lembro tão bem daquele dia, como se não houvesse nenhum outro dia,
como se aquele tivesse sido o princípio e o fim, mesmo não sendo o fim,
lembro de tantos detalhes,
nem sei lhe explicar porquê penso tanto naquele dia,
na sua camisa listrada, sua cara acabada de quem virou a noite,
suas falas, parecia que podia ouvir até seus pensamentos.
Você comendo o resto do meu sundae de ovomaltine.
Pedindo prá que eu ficasse do seu lado,
assim mesmo, desse jeito:
- Fica do meu lado?
Ainda posso lembrar de um dos beijos perfeitamente se fechar os olhos.
Talvez você não saiba,
aliás você definitivamente não sabe,
mas eu trocaria toda uma vida por aquele dia.
Porque eu sei que nenhum outro conseguiria ser igual, jamais.
Quando se está fora do lugar de costume,
parece que tudo fica maior,
até o que sentimos.
 
(Fernanda Borba)
 
 
 

Penso que sonhos são assim mesmo,
combustíveis da alma,
curativos de coração...
 
(Fernanda Borba)
 
 
 

Ah, você sabe, você sabe,
você sabe que preciso ir embora.
Você sabe que isso não quer dizer que eu não te ame.
Você sabe,
 preciso voar por enquanto...
 
(Fernanda Borba)
 
 
 

3 de setembro de 2010

Olhe pra mim
diga o que você vê
o que eu vejo é nada além de nada
que é o que sobrou de mim.
Quero que você chegue mais perto de mim e me toque,
não deixe isso se perder
um momento pode ser a coisa mais importante para a vida de alguém.
Sorria e diga que você entendeu o que eu quis dizer
eu sei, você é provavelmente muito melhor do que eu.
Se eu for embora venha até mim
porque eu sei que nunca vou conseguir fazer a coisa certa,
se tentarmos e não der certo
eu sentiria falta de muitas coisas.
A vida vai seguir seu rumo enquanto a gente permitir,
da forma que a gente permitir.
Você é frágil e forte ao mesmo tempo
e é o que mais admiro em você.
Por muito tempo acreditei que não resistiríamos a muitas quedas,
muitas vezes achei que já havíamos chegado ao fim,
mas somos muito mais fortes
sem nem nos esforçarmos para isto.
Repito várias vezes : tudo vai se encaixar, tudo vai se encaixar.

(Fernanda Borba)