8 de julho de 2010

Você está se deixando quebrar
e seus cacos estão me ferindo também,
e por mais que eu saiba disto,
eu sempre me deixo cortar.
Não é masoquismo
só não consigo lhe evitar.
Me sobra o medo de lhe deixar entrar,
e o medo de lhe deixar ir embora.
Medo de ouvir qualquer pessoa falando sobre você
medo de ouvir o que você anda fazendo por aí...
Medo de largar meu tédio e minha vida sutilmente segura
por algo que provavelmente não conseguiríamos levar muito longe.
Medo do quanto você parece independente
e ao mesmo tempo vontade de acolher quando por vezes parece tão frágil e inseguro.
Medo de não achar graça dos lugares em que vou e você não está
e medo dos lugares em que vou e você está.
Medo do que você tem a me dizer,
porque qualquer coisa seria ruim para nós.
E medo de quando você não tem nada a dizer.
E principalmente medo de começar tudo de novo
logo agora que já havia desistido não só de você
mas até de mim.


(Fernanda Borba)





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