- Eu tenho medo.
- Como? Medo?
- Sim. Medo.
E então seus olhos tocaram o chão, mas a verdade é que se afundaram por muito além.
- Porque?
- Não sei se poderemos dar em algo.
Ela sofria com a incerteza naquele momento, mas como tudo aquilo poderia valer de algo se não fosse o doce da incerteza?
- Só vamos saber se tentarmos. Você sabe.
Ele continuava, firme, sério, como quem não teme a nada. Como alguém poderia perder algo que não tem? Ele definitivamente não perderia seu coração, não agora.
- É... Mas preferiria morrer com a ilusão de que poderia ter dado certo do que tentar e ter a certeza de que não daria...
(Fernanda Borba)

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