12 de setembro de 2010

É... você que sempre esteve tão perto e eu nunca percebi,
você que sempre reparou tanto em mim e eu nem ligava.
Quem sabe não seja você.
Quem sabe não seja com você que eu seria realmente feliz, sorriria com verdade, não perderia tempo tentando esconder o que sinto, porque com você eu saberia me abrir.
Quem sabe ar e água não dê certo, quebrando todas as expectativas astrológicas?
Quem sabe então eu pare de implicar contigo a cada milissegundo e a cada mínimo motivo, já que não vou ter mais porquê ter que chamar sua atenção?
Como pode às vezes estar tão ali, na cara e a gente nem perceber? Ter que vir alguém que nem viu nada, nenhuma de novas conversas, nenhuma de nossas brigas, as gargalhadas, as implicâncias, os olhares de reprovação, e dar um palpite tão certeiro.
A vida é mesmo muito engraçada quando a gente acorda para ela.
 
(Fernanda Borba)
 
 
 

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