Era estranho ver aqueles dois.
Era estranho, bonito, triste e confuso.
Eles se contrastavam tanto e ao mesmo tempo um era a versão do outro em outro genêro.
Não haviam sentimentos. Mas haviam emoções.
Pequenas emoções, pequenos gestos, pequenos impulsos, pequenos carinhos, pequenas palavras soltas, às vezes sem o menor nexo.
Ela tentava ler nas entrelinhas daquilo tudo. Passava e repassava toda a história em sua mente várias vezes.
Ele só a achava misteriosa, era a única coisa que ele sabia depois de tudo e de tanto tempo: que ela o confundia.
Era estranho, bonito, triste e confuso.
Eles se contrastavam tanto e ao mesmo tempo um era a versão do outro em outro genêro.
Não haviam sentimentos. Mas haviam emoções.
Pequenas emoções, pequenos gestos, pequenos impulsos, pequenos carinhos, pequenas palavras soltas, às vezes sem o menor nexo.
Ela tentava ler nas entrelinhas daquilo tudo. Passava e repassava toda a história em sua mente várias vezes.
Ele só a achava misteriosa, era a única coisa que ele sabia depois de tudo e de tanto tempo: que ela o confundia.
Ele devia saber que ela gostava dele. Bastante.
Ela nunca soube a verdade.
E mesmo os dois tão próximos, sabiam que ali havia uma grande ausência. Faltava alguma coisa.
E agora, tanta falta de nexo enfim faz sentido: eram só duas pessoas substitutas.
(Fernanda Borba)

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