11 de março de 2011

Fale comigo, por favor
só fale comigo.
Fale qualquer coisa, nem que seja só um oi.
Só não me deixe de novo ter medo dos fins de semana longe de você.
E medo dos bares longe de você.
Medo de não saber o que dizer ou não saber o que pensar sobre você.
Não me deixe essa sensação de peito esmagado e boca seca.
Essa sensação de já ter sofrido tanto que até posso prever quando vou começar a sofrer de novo.
Não me deixe com essas suas coisas mortas e suas palavras soltas embriagadas.
Não me deixe com o beijo mais perfeito, e o abraço mais perfeito e uma saudade que chega a dar náuseas.
Não me deixe com os olhos cansados de quem te vê e te acha em qualquer lugar, em qualquer multidão.
Não me deixe com o coração na boca e o sorriso mais feliz do mundo se transformando de novo em confusão.
Fale qualquer coisa. Fale que não me quer.
Fale que se arrependeu por tudo o que disse.
Culpe a bebida, culpe a emoção do momento, culpe todos os sentimentos sem nomes, culpe os astros e o destino.
Mas não me deixe passar por tudo isto mais uma vez.

(Fernanda Borba)



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