23 de abril de 2011

Entro no feriado prolongado e lá está ele. Onde? Na minha cabeça é claro. Onde sempre está.
Tenho vontade de socar a cabeça na parede e morrer até chegar segunda feira. A certeza de que não vou vê-lo por alguns dias é quase sufocante para mim.
Mas como é páscoa e tenho muitos chocolates decido que a vida é linda e doce. Linda, doce, meio amarga, ao leite, branca, com flocos de arroz e amendoins. Com tantos liberadores de endorfinas quem precisa de anti histamínicos para dormir decentemente? Eu, não.
Agora que tenho meu computador novamente posso respirar mais aliviada, porque sei que vou poder me afogar em muitos textos deprimentes e escrever os meus próprios também.
Agora que tenho muitos canais na tv fechada posso até ser mais feliz, como não ser feliz vendo a disney vender tanta felicidade? Quase impossível, eu sei.
Estou com tanta cólica e dor de garganta, e dor de cabeça, que estou até feliz. Afinal estou sentindo algo,e não preciso morrer de tédio.
É isso, é tédio, é a resposta para todas minhas loucuras. É tudo só por medo de morrer de tédio.
E como morrer de tédio com a endorfina lá em cima? Impossível!
E já que eu queria ter ganhado pelo menos um chocolate em formato de coração, mesmo sabendo que isto é fantasia demais da minha imaginação e não ganhei, tenho muitos planos para o fim de semana.
Tenho filmes para ver e não lembro quais são os nomes ou sobre o que são e chocolate para comer, e ainda preciso planejar meus chocolates para que eles não acabem antes de amanhã. Porque segunda tudo bem, volto a treinar e fico bem de novo.
Mas agora só preciso de chocolate. E meio amargo, por favor. Mais cacau, mais felicidade embrulhada.

(Fernanda Borba)

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