Eu tenho uma pergunta.
Porque a vida se torna vida decisora e independente do que eu quero logo agora? Logo agora que tinha acabado de aceitar que talvez a loucura do mundo onde você vive não fosse tão ruim como sempre pareceu, talvez até fosse bom.
Porque a vida se torna vida decisora e independente do que eu quero logo agora? Logo agora que tinha acabado de aceitar que talvez a loucura do mundo onde você vive não fosse tão ruim como sempre pareceu, talvez até fosse bom.
Porque a vida toma rumo completamente oposto logo agora que já estava começando a me acostumar, a ficar confortável com o ambiente ao meu redor, a aceitar o que se sente e até talvez por atrevimento querer me expressar?
Porque você não entende que dói, machuca e que talvez não tenha volta quando dói e machuca. Porque doer e machucar é o mais longe até onde cheguei para entender sobre estas coisas que se sente por outra pessoa.
Porque passei todo meu último ano te renegando, sim, mas estudando todos seus gestos, te analisando tão profundamente que até cheguei a achar que uma coisas dessas não aconteceria agora.
E principalmente porque já entendi que amor se leva tempo, e que no tempo é que as coisas se perdem, mas é difícil até mesmo ver tudo se transformar em poeira. Tanta coisa. Tanta coisa.
Leva tempo, muito, e me preocupo se isto acontece sempre na vida ou não, e se você ainda tem muitas chances, e se você ainda vai perceber o quanto é importante se importar com alguém e saber que tem alguém que se importa com você.
Mas por enquanto, mesmo contra minha vontade, fico com o vazio de meses que isto vai gerar em mim. A solidão da auto defesa, porque é importante se defender depois que já se está machucado. Por mais que doa, e dói, não é tudo que está perdido ainda. Pelo menos insisto em acreditar que não.
Que a ausência faça mais por nós do que está forma desesperada e equivocada de amor causou.
(Fernanda Borba)
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