11 de dezembro de 2011

Ah, quereres eu um dia poder dizer tantas fantasias vãs.
E você entender tantas abobrinhas mentais  sem muitas mais explicações.
E quem dera nem precisar dizer
e você saber que é só meu jeito esquisito de ser
e nem é que eu queira sofrer
nem é que eu não queira você
se é só e tudo o que eu quero
E poderia ser belo, poderia ser furta-cor e indiscreto como nunca costumamos ser
E mesmo em meio a  primavera folhas cairiam sobre nós
Teríamos o poder de ser quem quisessemos ser
De ter o que quisessemos ter
E seriamos felizes, tão felizes quanto só uma ilusão o pode ser
E poderíamos acordar com tanta certeza de que está tudo tão certo
E de que somos tão completos
E de que nunca mais teríamos que ser sozinhos novamente.

(Fernanda Borba)



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