12 de setembro de 2010

Você sabe que tenho problemas em expressar meus sentimentos, ser fofa, essas coisas. Não? Não sabe?
Ah é, talvez eu não tenha lembrado de ter dito isto a você.
Tudo faria mais sentido né?
Sabe, hoje falei com você. Muito poucas coisas. Mas percebi uma coisa que está tão na cara.
É, eu não demonstro interesse, nenhum, nem um mísero pouquinho de interesse.
Depois abro o word e digito textos enormes sobre você. Pra que? Ah meu amigo, não sei.
Não sei porquê você me inspira tanto e eu não consigo ao menos fazer você entender que gosto de você.
Não sei porquê escrevo tantas coisas pra ninguém ler, já com a intenção de que você nunca saiba destas coisas.
Às vezes eu queria ser má sabe, ser muito ruim, fria, insensível, calculista.
Mas eu sou tão pouco que nem chega a ser digno.
Às vezes queria ser louca, impulsiva, sabe eu já fui, mesmo não parecendo agora.
Mas não consigo nem isso também.
Tenho tantas coisas ainda a fazer que nem sei por onde começar.
Preciso sentar na sua frente e perguntar: -Lembra quando você disse que eu era um mistério?
Porque eu sou um mistério?
Porque na época eu não quis saber, pra não correr o risco de me aprofundar em grandes sentimentos, mas agora eu quero saber. Porque isto atormenta a minha mente, e eu sinceramente preciso da resposta, nem que seja a resposta mais sem graça e sem sentido do mundo.
Mas não, a vida é ingrata e eu provavelmente vou morrer sem perguntar , só pra não parecer que dou muita atenção ao que você fala, prefiro fingir que nem me lembro.Você provavelmente não se lembra depois daquela amnésia alcóolica, então não faz muita diferença.
É, vamos vivendo né. Quem sabe um dia a gente toma vergonha na cara e se ajeita.
Enquanto isso, vivendo.

(Fernanda Borba)



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