13 de dezembro de 2010

Ele era o que eu queria.
Eu sempre soube.
Podia amar outras pessoas, gostar de um monte, achar que ele não era o certo.
Mas ele sempre foi.
Pode até ser que ele não tenha o jeito certo, mas tem o jeito que combina comigo.
Vi isto no último sábado.
O jeito que se encaixa ao meu.
É tão igual a mim que posso prever cada coisa que diz respeito a ele.
É tão impressionantemente igual a mim que nunca vamos ficar juntos.
Somos pessoas estranhas, frias, e com caras de desinteressadas.
Temos pavor de compromisso, sede de liberdade.
Não acho que perderíamos isto, mas também não temos coragem para arriscar.
Ele é com certeza a parte mais divertida da minha vida.
Confusa, complexa, desesperadora, mas divertida. Leve até. Por mais que eu tente fazer com pareça pesada.
Sempre tive tanto medo dos sentimentos verdadeiros, que deixei ele de lado.
Não me arrependo nem sinto orgulho disto.
Sinto só medo. Medo de um dia achar q era ele mesmo e ele ter ido embora, medo de ele não querer ficar comigo se eu quizer, medo de sentir falta dele, medo de ninguém mais me interessar, medo de gostar além do que devia agora que já é tão tarde e eu já tinha até decidido a abandonar tudo.
Mas no último sábado eu vi, é tão claro.
O sentimento é o mesmo de sempre. E o medo também.

(Fernanda Borba)

 

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